“A Comunidade ia crescendo, e cada um dos filhos tinha várias devoções particulares. Nas orações, nas jaculatórias e nos terços, cada um pedia socorro ao santo de sua devoção. E assim, as orações que deviam durar meia hora, quase chegavam à uma hora.
    Um dia saindo da capela eu disse a um filho, Marcelo Catelli: ‘Há pessoa que têm um santo para cada dia, mas aqui na Comunidade tem um santo para cada hora’, brinquei. Ele disse que nós deveríamos ter devoção à Sagrada Família, que era uma boa idéia. Nós já tínhamos Jesus, Nossa Senhora, e faltava São José. Contei que, quando criança, eu ia muito à novena de São José, que era padroeiro da minha paróquia, em Surubim. Além disso, meu pai e o pai de Maria Salomé eram carpinteiros. Então fiz uma reunião propondo mais esta devoção, e todos gostaram.”

    Gilberto Gomes barbosa
    Fundador da Comunidade Obra de Maria - Livro "Uma caminhada de Fé - 10 anos."

    "O mais jovem dos discípulos estava no Calvário, com Maria, aos pés de Jesus crucificado. Jesus disse à Sua Mãe: 'Mulher, eis aí teu filho.' Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua mãe.' E dessa hora em diante o discípulo a levou para casa (Jo 9, 26-27). Assim, em uma Casa de Maria, ele não podia faltar.
    O que sabemos sobre São João? Ele é o discípulo amado, o mais jovem de todos, aquele que na Última Ceia deitou a cabeça no peito de Jesus. É aquele que, como já foi dito, estava ao lado de Maria aos pés da cruz, e a quem Jesus confiou a sua Mãe.

    Era galileu, primo de Jesus e irmão de Tiago, o maior. Era filho de Zebedeu, da cidade de Betsaida. Antes de seguir a Jesus, fora discípulo de João Batista. Era chamado 'filho dotrovão' (Cf. Mc 3,17). Pela tradição viveu 100 anos.

    Vi um filme que conta o seu exílio na Ilha de Patmos, na Ásia Menor. Escreveu o livro do Apocalipse. Era o homem das visões. Parece-me que foi o único que morreu de morte natural. São João escreveu ainda o quarto Evangelho e três cartas. Uma das partes dos seus escritos que mais me toca é o prólogo do seu Evangelho: 'No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, eo Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...1 (Jo 1,1-4). João é que relata as palavras de Simão Pedro a Jesus, depois que este pronunciara o discurso sobre o pão da Vida, a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum: ' Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna' (Jo 6,68). Vejo nele um discípulo com muita espiritualidade, alguém que realmente viveu muito próximo de Jesus. Somos felizes por tê-lo como um dos Santos protetores da nossa Comunidade.

    Nos dez anos da Comunidade Obra de Maria, o nosso Bispo Dom Jorge Tobias de Freitas quis nos presentear, oferencendo a belíssima Catedral de Nazaré, dedicada à Imaculada Conceição, para a celebração do aniverário. Pouco tempo depois, o Senhor Núncio Apostólico, Dom Alfio Rapisarda, telefonou confirmando que viria. Dom Jorge então se prontificou a nos orientar na organização da festa. Foi aí que ele me perguntou: 'Gilberto, qual é o símbolo mais importante da Comunidade? Não é a medalha?' 'Sim', respondi. E ele disse: 'Na medalha não tem São João e Nossa Senhora? Então São João já é um santo protetor.' Por uns instantes fiquei parado em silêncio. Olhei para a medalha, que carrego em meu peito, e lembrei da minha experiência quando fiz a primeira peregrinação à Terra Santa; recordei-me daquela imagem no Calvário, e descobri que São João Evangelista já era nosso santo protetor desde aquela época. Eu é que ainda não havia percebido. Na cerimônia dos dez anos, o oficializamos como nosso santo protetor."



    Gilberto Gomes barbosa
    Fundador da Comunidade Obra de Maria - Livro "Uma caminhada de Fé - 10 anos."

    “O canal para trazer Santa Teresinha para a Comunidade foi uma das pessoas que Deus usou para suscitar um novo Pentecostes na Igreja (Patti Gallagher Mansfield, que estava presente no nascimento da Renovação Carismática Católica, durante o famoso ‘Fim de semana Duquesne’, em fevereiro de 1967). Eu já havia assistido uma pregação de Patti, e logo percebi que ela era uma pessoa muito Mariana, pois havia alguns traços em Nossa Senhora que ela descrevera muito bem. Por isso, tive a ousadia de entrar em contato com ela, e convidei-a para ser a pregadora do nosso II Congresso Mariano, em 1999. Ela aceitou, e durante a semana que passou conosco, tomou bastante contato com a realidade da Comunidade e os jovens.

    Ela ia sempre ànossa capela, onde o Santíssimo fica exposto para adoração durante todo o dia. Num desses dias em que ela estava em oração, perguntou-me: ‘O que você sabe sobre Santa Teresinha?’ Respondi: ‘Quase nada. Sei que ela é doutora da Igreja e patrona das missões. Já fui a Lisieux (onde ela viveu) algumas vezes, mas não me impressionei com nada. Vi o mosteiro, gostei... Mas eu gostei mais de Ávila.’ Então ela me disse: ‘Pois eu tenho algo para lhe falar. Santa Teresinha me disse na capela que hoje a tarde é dela.’ Eu disse a ela: ‘Falar sobre vida nova é falar sobre o Espírito Santo. Que ousadia dela querer toma o lugar Dele!’ Eu disse aquilo brincando, é claro. Mas continuei: ‘É você quem vai falar, o tempo é seu. Você poderia falar as duas coisa: primeiro sobre o Espírito Santo e depois um pouco sobre Santa Teresinha.’ Então ela riu de mim, dizendo: ‘Pouco não, tudo.’ Ela é muito alegre, talvez por isso nos tornamos muito amigos. Então Patti pediu-me: ‘Gilberto, eu quero ir ao Carmelo rezar pelas irmãs. Você vem comigo?’ ‘Sim – eu disse – Já fui lá duas vezes.’ Ela retrucou: ‘Acho pouco para quem mora tão perto. Você tem alguma coisa contra Santa Teresinha?’ Eu ri e disse: ‘Claro que não, mas ela andou me roubando algumas jovens. Como ficou na mesma família (Igreja), não tenho nada contra ela; pelo contrário tenho a favor.’ Durante o café da manhã ela, ela começou a falar de Santa Teresinha. Falava com tanta sabedoria que meu coração batia forte. Ela foalou-me 'Você tem muitos filhos jovens, e eles vão procurar imitá-la. Você não acha isso bom?'. 'Sim - respondi - tentarei ser o primeiro a imitá-la. Ou, com 31 anos, você me acha velho?' Então ela bateu na mesa e disse: 'Consegui!'

    Assim, naquela tarde, nós da Comunidade de Vida e Aliança, mais alguns amigos, estávamos reunidos. Ela entrou no salão com um sorriso de vitória; só de olhar pra ela já rimos. Disse que iria levar todos a se apaixonarem por Santa Teresinha do Menino Jesus. A resposta foi uma esntusiática salva de palmas. Percebi quanto tempo havíamos perdido, e descobri também que ela, Santa Teresinha, já tinha entrado no coração de todos, e o único que faltava era o meu. Para entrar no meu coração ela usou Patti como instrumento. As pessoas que estavam ali e já tinham escutado sobre Santa Teresinha, ficaram impressionadas com a sabedoria e o conhecimento com que Patti falava; era como se tivesse convivido com ela. Trouxe uma linda foto dela e, começando por mim, mandou que todos a beijássemos. Com isso Santa Teresinha entrou oficialmente em nossa Comunidade, com rosas vermelhas e tudo; também as novenas se tornaram oficiais."



    Gilberto Gomes barbosa
    Fundador da Comunidade Obra de Maria - Livro "Uma caminhada de Fé - 10 anos."

    O mais recente amigo que Deus nos concedeu para fortalecer a estrutura dessa grande árvore que cresce e dá muitos frutos. Padre Pio Pietrelcina realmente é muito especial para nós da Família Obra de Maria, pois através da sua intercessão conseguimos grandes graças na Comunidade. Ele é um santo muito atual e para mim é um dos maiores santos que a Igreja Católica tem. O santo dos carismas! Padre Pio viveu toda dimensão carismática do Evangelho; os carismas de milagres, curas, expulsão de demônios, bilocação, estigmas, profecias, dons de revelação e até ressurreição de mortos. E o fato de sermos uma Comunidade Carismática nos identifica com ele e nos faz pedir sempre a sua intercessão; assim não perdemos a nossa inspiração inicial e nossa espiritualidade. Os “cenáculos” e os grupos de oração, criados por Padre Pio, são para nós de muitíssima importância, já que Deus concedeu a nós também essa mesma inspiração de fazer grupos de oração nas famílias e de levar “fogo” nos lares. Ele mesmo afirmava que os grupos de oração deveriam ser viveiros de fé, centros de amor, lugar do Ágape fraterno, e que o Evangelho deveria ser para todos: pobres e ricos. Deus não exclui ninguém!



    Gilberto Gomes barbosa
    Fundador da Comunidade Obra de Maria.

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