Porque não digo amém?

Vamos falar hoje de uma situação que possivelmente você leitor já deve ter experimentado. Trata-se do momento em que na Santa Missa rezamos o Pai-Nosso e alguém ou alguns dizem o “Amém”.

Alguns dizem por descuido, pois quando rezam no Santo Terço sempre dizem o “amém”, portanto levados pelo costume, o dizem. Outros dizem porque realmente não sabem o motivo pelo qual a maioria da assembleia não diz.

Certa vez quando participava de uma Missa com poucas pessoas um garotinho disse o “amém” sozinho, ele ficou todo desconfiado olhando para os lados sem saber porque os adultos não disseram “amém”.  A situação foi engraçada, e me motivou a escrever sobre isso.

Algumas paróquias que expõem slides contendo as leituras da Missa colocam uma observação após o Pai-Nosso: “Aqui não se diz amém”.

Se você também já fez essa pergunta: “Porque não dizer amém depois do Pai-Nosso?” vamos esclarecer essa dúvida.

Vejamos o que diz a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) no número 81:

Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia, que para os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico; igualmente se pede a purificação dos pecados, de modo que efetivamente ‘as coisas santas sejam dadas aos santos’. O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia. O embolismo é o desenvolvimento da última petição da oração dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a libertação do poder do mal.

O convite, a oração, o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo, devem ser cantados ou recitados em voz alta.

A oração que se segue ao “Pai-Nosso” é chamada de embolismo, que tem o sentido de continuar a oração com uma petição de mesma intenção da parte final do Pai-Nosso. Ela termina com o povo dizendo “Vosso é o reino o poder e a glória para sempre“.

A descrição da oração é assim:

O Sacerdote faz um convite ao Pai-Nosso: “Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:”

Nós rezamos: “Pai nosso, que estais nos céus… Mas livrai-nos do mal”.

Sacerdote: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador. (Este é o embolismo, um acréscimo ao Pai-Nosso. Repare que é uma repetição do final do Pai-Nosso, com outras palavras. Por causa dele não se diz “amém” ao final do Pai-Nosso)

Nós rezamos: Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre! (Essa é a doxologia).

Só então dizemos: AMÉM!

Pronto! De agora em diante não teremos mais essa dúvida.

Fiquem com DEUS.

 André Borges

Membro Consagrado Obra de Maria

Missão Brasília

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