O que é Aridez Espiritual e como combatê-la?

Em nossa peregrinação terrena, nesse caminho de salvação que buscamos, passamos por diversas fases em nossa vida espiritual. Uma delas de é extrema dificuldade, que se chama “Aridez”. O que é isso?

Diretamente, e sem rodeios me atrevo a dizer: “aridez espiritual” só sente quem reza! Espantado?! Vou explicar: A aridez não pode ser confundida com falta de motivação para rezar, preguiça, tibieza, problemas emocionais, problemas físicos ou quiçá a sedução do inimigo tirando-nos a atenção e impedindo-nos de rezar. A aridez trata-se de um estado onde a alma sente uma falta de apetite espiritual, um fastio. É como acabar de almoçar e lhe oferecerem um prato de macarronada. Nesta fase estar com Deus, em oração, parece um fardo muito pesado.

A forma de nos relacionarmos com Deus é um fator determinante, pois se a relação é superficial, baseada em troca de favores (emprego, dinheiro, saúde, amor, etc.), Deus se torna apenas um empregado e não o nosso Senhor.

Usando termos mais apropriados, podemos dizer que sentimos aridez quando fazemos nossa oração pessoal, participamos de uma Santa Missa, da Adoração ou uma pregação e não sentimos a consolação que essas práticas espirituais oferecem. É não sentir Deus, mesmo rezando!

Alguém recém-convertido sente essas consolações com grande facilidade, porém alguém que está há mais tempo na caminhada está mais suscetível a não perceber essas consolações.

Contudo, na maior parte das vezes, Deus permite que passemos por essa fase justamente para que obtenhamos progresso na vida espiritual. É por isso que devemos ter uma visão sobrenatural, pois ela permite receber esses momentos com fé e confiança em Deus. Sem nos entristecermos julgando não sermos capazes e tratando essa situação como um fracasso na caminhada espiritual.

Como vencer a aridez espiritual?

Considerando que a aridez é nossa inimiga, façamos o que o Senhor nos pede que façamos com os inimigos: “Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil” (Mat 5, 41). Dobre o tempo de oração, participe mais da Santa Missa. Tenha uma vida sacramental, pratique a caridade e a penitência. Não pare! Continue com os exercícios espirituais, grupo de oração e terço. Evite ocasiões de pecado.

Quando nos colocamos em oração, mesmo não querendo, torna este momento muito mais precioso aos olhos de Deus do que outras orações feitas em momentos de consolação.

Façamos como Santa Teresa D’ávila que concebe a alma como um castelo com sete moradas, que são vários graus de consciência pelos quais devemos passar até chegar no topo onde se dá a plenitude que é Deus.

André Borges

Consagrado Obra de Maria

Missão Brasília

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