Se Deus me ama, porque Ele permite que eu sofra?

Imaginemos a seguinte situação: Uma criança de 5 anos reclama que está com dor de cabeça para sua mãe, prontamente ela lhe dá algum medicamento para amenizar aquela dor, porém a dor persiste e se estende até altas horas da noite. Conduzida pela natureza materna protetora, esta mãe resolve levar o filho ao médico para diagnosticar o verdadeiro motivo dessa dor de cabeça.

Já no hospital, o médico identifica uma possível meningite, no entanto, para que se comprove o diagnóstico, é necessário que se faça uma punção, ou seja, é necessário retirar um líquido da medula espinhal por meio de uma “enorme” agulha. Por medo da dor que a espetada da agulha pode causar, a criança esperneia e é tomado de uma grande força que é necessário que três adultos o segurem.

Sua mãe só observa, e por vezes tenta acalmar o filho. A criança então imagina: — “Minha mãe me ama, porque ela permite que eu sofra? Porque minha mãe permite que eu passe por isso?”.

Aquela mãe sabe que permitindo que o filho passe por aquele sofrimento, ele estará mais próximo da cura (salvação), pois, uma vez diagnosticado o verdadeiro problema, o tratamento será eficaz. O amor da mãe, que a criança não compreende, é que distancia a criança da morte.

Esta mesma pergunta fazemos a Deus quando passamos por dificuldades, adversidades e tribulações, e a resposta é simples e direta: Deus permite que soframos porque quer criar em nós um espírito fortalecido e decidido, quer nos tornar pessoas fortes na batalha contra o mal. Deus permite que soframos porque nos ama e sabe que, passando por provações, produziremos em nós esperança. Esse amor incondicional de Deus não conseguimos compreender. Mas é esse amor que nos salva.

A esperança em nós produzida é: um dia contemplar Deus face a face em Sua Glória e possuirmos a vida eterna. Quando Jesus nos propõe “Tome a cada dia sua cruz e siga-me” (Cf. Lc 9,23), Jesus está nos propondo um caminho de salvação. O combate diário nos fortalece, nos deixa robustos para carregarmos nossa cruz e seguir o Senhor.

É como se a mãe dissesse ao filho: — “Abrace a agulha, não fuja dela, aceite a punção na coluna, não é agradável, mas é a sua salvação, porque se você fugir dessa agulha, você estará se precipitando num mal ainda maior”.

“Considerai que é de suma alegria, meus irmãos, quando passeis por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.” (Tg 1, 2-4)

Irmãos, façamos essa reflexão que São Paulo nos propõe na carta de São Tiago, e peçamos a Deus a graça da fortaleza que vem do Seu Santo Espírito.

Oremos com o salmista: “”Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.” (Sl 50, 12)

Obra de MariaAndré Borges

Consagrado Obra de Maria

Missão Brasília

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