Vocação ou Conversão?

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Caríssimos irmãos em Cristo!

Quando iniciamos um processo de caminhada na Igreja e dentro da vontade do Senhor, de discernimento vocacional, e tudo muito novo e encantador, são muitas dúvidas e incertezas. Depois que descobrimos e encontramos o nosso lugar, a paz e a felicidade reinam em nosso coração.

Mas… e agora? Quando passa o “encanto”, o que fazer?

Todas essas perguntas não se resumem à vocação, mas a vida cristã, de fato, é um caminho de conversão. Tudo isso é um longo processo pelo qual passamos durante toda a vida e que só findará com a nossa chegada à morada celeste. Isso mesmo, é um caminho que só terminará na eternidade!

Quando aderimos à vida cristã, de imediato tudo é muito lindo. Com o passar do tempo, vamos identificando “defeitos” em nós e também nos irmãos. É aí que as vendas caem. Mas o que fica? O que deve restar, na verdade, é a única coisa que realmente importa: o nosso amor pelo Senhor, que é o que nos manterá firmes, porque é Ele quem nos chamou e nos escolheu primeiro para estar em Sua presença:

“Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia.” (cf. Mc 3,13-14)

Quando entendemos isso, tudo se torna mais fácil. Deus é quem chama e escolhe os que quer. O chamado não é meu, nem seu, nem de ninguém mais. Ele depois nos chama a estar em Sua presença, e nada poderá impedir esse chamado, a não ser nos mesmos. Só quem foi chamado pode dizer não, entendem?

O “fazer coisas” é secundário quando falamos de vocação. Pensamos logo em serviço: fazer, fazer, servir, servir… Sim, isso tudo é belo e importante, mas é secundário. O primeiro chamado é para estar na presença do Senhor. Nossa primeira vocação é a santidade. O senhor nos coloca no meio dos homens em comunidade para amar. “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.” (cf. Jo 15,9) Este é o segredo. Quando verdadeiramente compreendemos isso, tudo se torna mais fácil.

Voltando ao questionamento do início de nossa reflexão, vocação é uma coisa, conversão é outra. Por exemplo, não estamos rezando ou vivendo nossas praticas devocionais, logo imaginamos estar em “crise vocacional”, precisando repensar a minha vocação.

Calma aí, isso tudo geralmente é assunto de vida cristã, é parte do caminho de conversão. Rezar o terço ou ir à Missa não tem a ver com vocação, mas devem fazer parte da nossa conversão contínua até a santidade. E lembre-se: nosso primeiro chamado é à santidade, a estar na presença do Senhor.

Penso meus irmãos que a vocação é uma forma que o senhor usa para nos resgatar. Quantos testemunhos não já ouvimos, não é verdade? O Senhor nos resgata nos restaura e assim nos chama para estar em sua presença, para sermos santos. E aí sim, o “Ide” à missão, ao serviço e a ajuda dos outros faz pleno sentido.

Não é fácil o caminho, mas vale à pena.

Quero deixar para vocês uma belíssima oração a São José pedindo a graça de um bom discernimento:

Glorioso São José, que tão dócil fostes à voz do Divino Espírito Santo, alcançai-nos, benignamente, a graça de conhecer que estado de vida, Deus em sua infinita sabedoria e bondade, me destinou. Não permitais que me engane nesta importante escolha, da qual depende toda a minha felicidade neste mundo e minha eterna salvação. Fazei, pois, glorioso protetor das almas, que, esclarecido a respeito da vontade divina e fiel em segui-la, encontre no caminho que o Senhor me tem destinado com infinito amor, a bem-aventurança eterna. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
São José, rogai por nós!

Deus os abençoe!

wallissinWallison Soares

Consagrado Obra de Maria

Missão Brasília

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